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Lula na Alemanha: Brasil, pioneiro em biocombustíveis, critica regulamentação europeia

Presidente destacou vantagens do etanol de cana e alertou para impacto de critérios que desconsideram sustentabilidade brasileira.

20/04/2026 às 15:59
Por: Redação

Em visita oficial à Alemanha na última segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou o papel de vanguarda do Brasil no setor de biocombustíveis, ao mesmo tempo em que manifestou seu descontentamento com as normas ambientais implementadas pela União Europeia (UE). As afirmações foram proferidas no contexto do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado na cidade de Hanôver.

 

O chefe de Estado brasileiro enfatizou as vantagens competitivas do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar no país.

 

Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina.

 

Lula pontuou que, enquanto o bloco europeu projeta alcançar 50% de fontes renováveis em sua matriz energética apenas em 2050, o Brasil já havia atingido essa proporção em 2025.

 

O presidente salientou que o segmento de transportes representa um dos maiores desafios para a descarbonização no continente europeu. Ele observou que, mesmo diante dessa realidade, a União Europeia está em processo de revisão de sua regulamentação referente aos biocombustíveis, com propostas que, segundo ele, desconsideram as práticas de sustentabilidade aplicadas na utilização do solo brasileiro.

 

Lula também fez menção à implementação, em janeiro, de um instrumento de cálculo de carbono de natureza unilateral, que, conforme sua avaliação, negligencia os reduzidos níveis de emissão inerentes ao sistema de produção brasileiro, que se fundamenta integralmente em fontes de energia renovável.

 

O líder brasileiro expressou preocupação com o potencial impacto dessas medidas.

 

Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros.

 

Concluindo sua intervenção, o presidente enfatizou a ambição do Brasil em sua trajetória de desenvolvimento e seu papel na transição energética global.

 

Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro.

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